domingo, 8 de novembro de 2015

A importância das proteínas para nossa saúde


 As proteínas estão relacionadas virtualmente a todos os aspectos importantes de nossa saúde. Elas constituem um dos grupos importantes de nutrientes orgânicos em nossa dieta alimentar.
As moléculas das proteínas ingeridas são hidrolisadas durante o processo digestivo, fornecendo aminoácidos que passam para a corrente sanguínea. Esses aminoácidos são utilizados pelo organismo para a síntese das proteínas necessárias a seu bom funcionamento. (E caso haja falta de carboidratos na dieta, o organismo pode utilizar os aminoácidos como fonte de energia; cada grama de aminoácido metabolizado fornece 4 Kcal de energia.)
 Dos vinte aminoácidos encontrados nas proteínas, alguns são essenciais ao ser humano, ou seja, não são sintetizados pelo organismo e, portanto, precisam estar presentes na dieta alimentar. Outros são sintetizáveis pelo nosso corpo e, graças a isso, não precisam necessariamente fazer parte da alimentação. São denominados aminoácidos não-essenciais.





 Nem todos os alimentos que ingerimos apresentam a mesma qualidade nutricional no que diz respeito às proteínas. Quando uma proteína presente em um alimento possui todos os aminoácidos essenciais ao ser humano, dizemos que se trata de uma proteína completa ou adequada. As proteínas animais são, em geral desse tipo. Já as proteínas de origem vegetal costumam ser incompletas, por não possuírem todos os aminoácidos essenciais ou apresentá-los em proporções muito diferentes da exigida por nosso organismo.
Se falta em nossa dieta alimentar um determinado aminoácido essencial, nosso corpo não consegue sintetizar as proteínas de que necessita. Não adianta todos os outros estarem presentes. Além disso, nosso organismo não consegue “guardar” os aminoácidos para outro dia, esperando “chegar” aquele está em falta. Assim, para garantir a síntese das proteínas de que precisamos, todos os aminoácidos essenciais devem estar presentes em nossa alimentação diária.



Do ponto de vista proteico, no entanto, não há necessidade de que carnes, ovos e leite estejam presentes em nossa alimentação todos os dias.
É possível obter todos os aminoácidos essenciais a partir de vegetais por meio de complementação proteica, que consiste em combinar adequadamente duas ou mais fontes de proteínas, de modo a obtê-los todos.
Balanceando a dieta alimentar, é possível ter uma vida saudável, mesmo que por motivos econômicos ou culturais não se consuma carne. Pessoas que aderem aos costumes vegetarianos sem conhecer a necessidade da complementação proteica podem sofrer as consequências da ausência de aminoácidos essenciais na dieta.



Publicado por: Debora Rodrigues Muniz
Aluna: Farmácia 2M1, 2M2, Fametro
Em 08/11/15

Fonte:

  • Química, Na Abordagem do Cotidiano, Química Orgânica 3, Tito Canto, Editora Moderna.


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Qualidade da proteína da dieta


A qualidade da proteína consumida é muito importante, uma vez que os alimentos deficientes em um ou mais aminoácidos essenciais podem prejudicar o processo da síntese proteica e, consequentemente, não satisfazer ás necessidades do ser humano, prejudicando a promoção do crescimento e desenvolvimento de crianças e a manutenção da saúde no adulto.
Os métodos para avaliar a qualidade de uma proteína compreendem determinações do valor nutritivo por meio de análises químicas da composição aminoacídica, métodos bioquímicos e biológicos.
Os estudos iniciais sobre a qualidade da proteína da dieta recomendavam o estudo do perfil de aminoácidos e sua avaliação poderia ser determinada pelo aminoácido essencial presente em menor concentração, quando comparada às necessidades humanas, e o aminoácido limitante permitia um cálculo denominado escore de proteína.
O método químico atual utiliza o cômputo de aminoácidos para identificar e quantificar os fatores limitantes das proteínas, e fornece resultados paralelos aos dos ensaios biológicos com proteínas de origem animal. No caso das proteínas vegetais, o cômputo só é útil quando corrigido pela digestibilidade das proteínas. A equação do cômputo de aminoácidos que possibilita a determinação da qualidade da proteína é a seguinte:

Cômputo  de aminoácidos =               mg de aminoácido/grama de proteína testada          
                                              mg do mesmo aminoácido/grama de proteína de referência
Proteínas como a albumina e caseína são consideradas proteínas de referência e de boa qualidade, pois apresentam aminoácidos essenciais em quantidades correspondentes às necessidades do ser humano.
A partir do cálculo do cômputo de cada aminoácido do alimento, é possível determinar aquele que se apresenta em menor quantidade, chamado aminoácido limitante. A deficiência de um ou mais aminoácidos essenciais prejudica o valor nutricional desta proteína.



 Quanto mais baixa for a qualidade da proteína, maior a quantidade necessária para suprir as necessidades mínimas de aminoácidos e proteínas totais. Uma dieta de proteínas vegetais requer mais proteínas do que uma dieta mista.
É possível melhorar a qualidade de proteínas vegetais a partir de misturas de grupos alimentares complementares. Assim, para melhorar a qualidade da dieta de cereais(aminoácido limitante lisina), recomenda-se a mistura com leguminosas (aminoácidos limitante metionina). A mistura arroz e feijão, muito comum no Brasil, oferece proteínas de alta qualidade.


Publicado por: Debora Rodrigues Muniz
Aluna: Farmácia 2M1, 2M2, Fametro
Em: 02/11/2015

Fonte:

  • Piramide dos Alimentos, Fundamentos Básicos da Nutrição, Sonia Tucunduva Philippi.


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ingestão de proteínas por tipo de atividade física

A necessidade diária recomendada da ingestão de proteínas para os indivíduos sedentários é de 0,8g/kg de peso corporal por dia. Com essa ingestão, a maioria dos indivíduos normais estaria excluído de apresentar qualquer tipo de deficiência de proteínas, desde que seguindo uma dieta balanceada. Porém, essa revisão feita em 1989, negligenciou, incidentalmente, a maior necessidade de proteínas apresentada por atletas. Talvez isso tenha ocorrido, em parte, devido à inabilidade dos pesquisadores em controlar as variáveis que influenciam o maior requerimento de proteínas como o tipo de exercício, a freqüência semanal, a duração e intensidade do esforço, assim como o tipo, a quantidade e o tempo de ingestão dos nutrientes (principalmente proteínas e carboidratos).
Assim sendo, a ingestão recomendada de proteínas para atletas de endurance gira em torno de 1,1 a 1,4 g/kg por dia, ou seja, aproximadamente 38 a 75% acima da RDA. Para o exercício aeróbio moderado (até 70% do VO2 máx) é descrito, na literatura, uma necessidade protéica diária igual ao recomendado para as populações sedentárias.
Existem grandes evidências de que a atual recomendação de proteínas da RDA irá limitar o aumento da massa muscular dos indivíduos engajados em exercícios físicos de resistência. Sendo assim, a ingestão protéica considerada ótima para essa população, segundo alguns pesquisadores, está em torno de 1,5 a 1,8 g/kg por dia, aproximadamente 88 a 125% acima da RDA.
No geral, é recomendada a ingestão de 2 g até 2,5 g/kg de proteína por dia para atletas engajados em exercícios de força. Essa recomendação atende, em parte, a necessidade da maioria desses atletas, e deve vir acompanhada com a ingestão de uma dieta equilibrada, contendo quantidades adequadas principalmente de carboidratos.
No fisiculturismo, chega-se a ingerir de 3 a 4 g/kg de proteína por dia devido a favorecer e sustentar o crescimento com, inclusive, o uso de farmacológicos que aumentam a síntese protéica.
Ligação Peptídica e Cadeia Peptídica

Esquema de uma ligação peptídica



Nas proteínas, os aminoácidos estão unidos em longas cadeias por meio de ligações peptídicas. Ocorre uma reação química nessa ligação onde o nitrogênio do radical amino de um aminoácido liga-se ao carbono do radical carboxila do outro aminoácido. Ocorre a liberação de um íon hidrogênio do radical amino, enquanto um íon hidroxila é liberado do radical carboxila; esses dois íons combinam-se para formar uma molécula de água. Uma vez formada a ligação peptídica, a nova molécula maior ainda apresenta, em suas extremidades opostas, um radical amino e um radical carboxila. Cada um desses radicais é capaz de se combinar com outros aminoácidos para formar uma cadeia peptídica. Algumas moléculas complexas de proteínas têm vários milhares de aminoácidos combinados entre si por ligações peptídicas, e, até mesmo as menores moléculas de proteínas têm mais de 20 aminoácidos unidos entre si por ligações peptídicas. A média é de cerca de 400 aminoácidos.
Algumas moléculas são constituídas por várias cadeias peptídicas em lugar de uma só cadeia; por sua vez, essas cadeias ligam-se umas às outras por meio de outras ligações, freqüentemente por pontes de hidrogênio entre os radicais CO e NH dos peptídios.

Postagem Aluna
Wykely Lucena



 Proteínas Fisiologicamente

As proteínas ou protídios (da palavra grega que significa “de primordial importância”) são semelhantes aos carboidratos e as gorduras, pois contém átomos de carbono, oxigênio e hidrogênio. As proteínas também contêm nitrogênio, juntamente com enxofre, fósforo e ferro.
A energia liberada pela porção protéica do alimento varia, basicamente, na dependência de dois fatores: o tipo de proteína do alimento e o conteúdo relativo de nitrogênio da proteína específica. As proteínas comuns têm, em média, 16% de nitrogênio e possuem calores de combustão correspondentes que alcançam em média 5,75 Kcal por grama. Nas nozes e sementes em geral esse valor sobe para 18,9%, na parte central do trigo, no centeio, no painço e na cevada (17,2%). Outros tipos de proteína têm valores ligeiramente menores como o leite integral (15,7%) e o farelo (15,8%). Sendo que um valor médio para o calor de combustão da proteína é de 5,65 Kcal por grama.
A proteína é polimerizada a partir de seus “blocos formadores” que são os aminoácidos. Esses aminoácidos são unidos por ligações peptídicas em longas cadeias em várias formas de combinações químicas. Existem milhares de moléculas protéicas diferentes em uma única célula e, aproximadamente 50000 compostos diferentes que contêm proteína no corpo humano. São os aminoácidos específicos, assim como o seu seqüenciamento, que determinam as propriedades e a função bioquímica de todos os tipos de proteínas.
Cerca de três quartos dos sólidos corporais são formados por proteínas. Incluem: Proteínas estruturais, enzimas, nucleoproteínas, proteínas que transportam oxigênio, proteínas dos músculos que causam a contração muscular e muitos outros tipos que exercem funções específicas, tanto no nível intracelular quanto em nível extracelular.
Como o uso da proteína pelo organismo é muito extenso, limitaremos a exposição a alguns aspectos específicos do metabolismo das proteínas, por ser de maior importância para a educação física.

                                                               Tipos de Aminoácidos

 
                                                            Molécula do Aminoácidos 

Os principais constituintes das proteínas são os aminoácidos, dos quais 20 estão presentes nas proteínas corporais em quantidades significativas. São eles: (não-essenciais) Glicina, Alanina, Serina, Cisteína, Ácido Aspártico, Ácido Glutâmico, Asparagina, Glutamina, Tirosina e Prolina; (essenciais) Treonina, Lisina, Metionina, Arginina, Valina, Fenilalanina, Leucina, Isoleucina, Triptofano e Histidina. Desses 20 aminoácidos, todos eles têm duas características em comum: cada aminoácido tem um grupo ácido ou carboxila (----COOH) e um átomo de nitrogênio ligado à molécula, geralmente representada pelo grupo amino (---NH2).
Dez aminoácidos normalmente presentes nas proteínas animais podem ser sintetizados pelas células, enquanto os outros dez não podem ser, ou só podem ser formados em quantidades demasiado pequenas para suprir as necessidades do organismo. Aos aminoácidos do segundo grupo são chamados aminoácidos essenciais. O uso do termo “essencial” não significa que os outros dez aminoácidos “não-essenciais” não sejam importantes, mas simplesmente que podem ser sintetizados a partir de compostos em geral existentes no corpo e em uma velocidade capaz de atender às demandas do crescimento normal.
Para ser produzida uma proteína específica, deverão estar disponíveis os aminoácidos apropriados no momento de sua síntese. Os alimentos que contêm todos os aminoácidos essenciais na quantidade e na relação correta para manter o equilíbrio nitrogenado e permitir o crescimento e o reparo tecidual são conhecidos como Proteína Completa. Uma Proteína Incompleta carece de um ou mais dos aminoácidos essenciais. As dietas que contêm predominantemente proteínas incompletas acabam resultando em má nutrição protéica, apesar de serem adequadas em valor calórico e na quantidade de proteína.
A síntese dos aminoácidos não-essenciais depende, principalmente, da formação especial dos α-cetoácidos apropriados, que são os precursores dos respectivos aminoácidos. Por exemplo, o ácido pirúvico, que é formado em grande quantidade durante a degradação glicolítica da glicose, é o cetoácido precursor do aminoácido alanina. A seguir, pelo processo da transaminação, um radical amino é transferido para o α-cetoácido, enquanto o oxigênio ceto é transferido para o doador do radical amino.
 
Postagem Aluna
Wykely Lucena

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O que são carboidratos, lipídios e proteínas.




A composição dos alimentos: o que são carboidratos, lipídios e proteínas

Por Rio de Janeiro

4 comentários
Cada vez mais a população tem se preocupado com a qualidade e não só com a quantidade dos alimentos ingeridos. A alimentação equilibrada, aliás, deve ser variada, colorida e ter proporções adequadas de carboidratos, proteínas e lipídios, distribuídos entre quatro a seis refeições diárias.

Carboidratos, lipídios e proteínas são macronutrientes presentes nos alimentos para o fornecimento de calorias/energia. A energia é utilizada para as funções vitais do organismo: respiração, circulação, síntese proteica, renovação celular e trabalho físico.
Carboidratos e proteínas euatleta (Foto: Getty Images)Carboidratos e proteínas: macronutrientes fundamentais na alimentação (Foto: Getty Images)


Carboidratos
- Componentes de 50 a 60 % da dieta, oscarboidratos fornecem energia (cérebro é um órgão totalmente dependente de glicose) e melhoram a recuperação muscular pós atividade. Cada 1g fornece 4 Kcal às células do corpo. Estão presentes nos pães, hortaliças A (folhas)/B (legumes) e C (batata, aipim, inhame), cereais, macarrão, frutas, leguminosas.

Lipídios 
- Componentes de 20 a 30 % da dieta, a maior fonte de energia para o corpo. Cada 1g fornece 9 Kcal. Ajudam na absorção de vitaminas lipossolúveis A, D, E e K

Podem ser divididos em:

Gorduras boas
- ácidos graxos monoinsaturados: azeite de oliva, óleo de canola, óleo de gergelim, nozes, abacate, castanha do Pará;
- ácidos graxos poliinsaturados Ômega 3: semente de linhaça, arenque, óleo de bacalhau, atum, salmão, sardinha, cavalinha, espinafre, couve e rúcula;
- ácidos graxos Ômega 6: óleo de soja, milho, girassol e algodão.

Gorduras ruins
- ácidos graxos saturados: manteiga, leite integral, bacon, azeite de dendê, carne de boi gorda, toucinho, óleo de coco
- Gordura trans: margarinas sólidas, nuggets, biscoitos recheados, empanados, produtos de panificação (folheados, croissants), congelados industrializados.
Elimine as indesejáveis gorduras e evite as doenças cardiovasculares

Proteínas 
- Constituem de 15 a 20 % da dieta. Maiores componentes estruturais das células do corpo humano. As proteínas são importantes para a construção e manutenção dos tecidos, formação de enzimas, hormônios, anticorpos e fornecimento de energia. Cada 1g fornece 4 Kcal. Estão presentes em: carnes, aves, peixes, ovos, leite, queijos, iogurtes, soja, leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão de bico) e embutidos/frios.


Publicado por Andréa Saskya


LEITE





O leite da vaca, é uma importante fonte proteica para o homem, sobretudo para as crianças. Leite é uma solução aquosa de proteínas, lactose, minerais e certas vitaminas que comporta glóbulos de gordura emulsificada e micelas de caseína na forma coloidal, consistindo de proteína junto com fosfato, citrato e cálcio. Se a gordura é removida do leite, chamamos o produto de desnatado ou leite magro. Se a caseína é precipitada na sequência reduzindo-se o pH até 4,6 (a 20ºC), o restante é conhecido como soro.
O soro obtido na fabricação do queijo possui uma composição levemente diferente, visto que uma parte da caseína é solubilizada e uma parte da lactose é convertida em ácido lático pela ação de bactérias.


Postado por: Debora Rodrigues Muniz
Aluna: Farmácia, 2M1, 2M2, Fametro
Em: 28/10/2015
Fonte:
  • Alimentos, A química de seus componentes, 3ª Edição, T. P. Coultate, Artmed.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

A proteína da clara de ovo 
  
A proteína da clara do ovo pode ser considerada uma proteína de alto valor biológico, o que demonstra que ela possui todos os aminoácidos essenciais para o corpo. Ainda nesse ponto, por se tratar de uma proteína de origem animal,ela possui quantidades significantes de baças,que são grandes aminoácidos relacionados com a musculação, por seu caráter energético e por ser capaz de estimular a síntese proteica e também a secreção de insulina,o que contribuirá para o anabolismo e anantigo-catabolismo muscular.Além dessa,ela é rica em outros aminoácidos que são de alta importância no corpo como a L-Glutamina, que está intimamente relacionada com o sistema imunológico e com a diminuição da fadiga muscular. 

Artemilda Bezerra